
O PARC é um equalizador analógico paramétrico que permite corrigir as ressonâncias indesejáveis da sala, optimizando a performance do sistema de som.
A empresa Rives Audio desenvolveu o PARC
com o objectivo de explorar ao máximo
o potencial dos sistemas de som de dois canais
(estéreo), assim como os sistemas
AV (cinema em casa), que actualmente são
capazes de uma resposta linear dentro do
espectro audível, entre os 20Hz e
os 20KHz. Na grande maioria dos casos esta
linearidade é alterada pela acústica
das salas, consequência da excitação
dos modos de ressonância da sala, nomeadamente
nas baixas frequências, o que altera
de forma negativa a performance do sistema
de som. Normalmente, a resposta do grave
fica excessiva e ressonante (BOOOM), o que
provoca também perda de detalhe na
gama média alta.
O PARC foi concebido para atenuar este problema.
O PARC é um equalizador paramétrico
de 2 canais, com a possibilidade de atenuar
três frequências por canal, com
ajuste de largura de banda (Q Factor).
O facto de a equalização ser
feita puramente no domínio analógico,
sem conversores digitais, evita que o sinal
seja corrompido, nomeadamente o sinal analógico
(caso da reprodução dos discos
de vinilo).
Os componentes e módulos electrónicos utilizados no PARC são do mesmo nível de qualidade daqueles que equipam as mesas de mistura de topo dos melhores estúdios de gravação. Todos os componentes que se encontram na linha do sinal são de baixíssimo ruído e os melhores actualmente disponíveis no mercado. Os engenheiros que desenvolveram o PARC têm dezenas de anos de experiência na produção de equalizadores paramétricos de baixo ruído para a indústria de gravação.
O circuito electrónico do Parc utiliza componentes de alta qualidade, sendo a linha do sinal curta, o que permite atenuar os problemas de excesso de graves sem introduzir alterações no som, nomeadamente no timbre e na imagem espacial.

Imagem do interior do PARC
A função básica do PARC é a de atenuar o excesso de determinadas frequências graves da sala, normalmente referidas como modos de ressonância. Este excesso de resposta destas frequências graves é provocado pelas reflexões entre as paredes paralelas (tecto e chão também) que excitam estas frequências. Estas reflexões são denominadas axiais. As reflexões axiais, comparativamente com os outros tipos de reflexões (tangenciais e oblíquas) são as que potenciam mais os modos de ressonância da sala.
As frequências de ressonância são determinadas pela distância entre as paredes paralelas. A frequência de ressonância com maior amplitude, corresponde a ½ comprimento de onda e pode ser calculada da seguinte forma:
½ * velocidade do som / distância entre as paredes = frequência de ressonância
Sendo a velocidade do som 344m por segundo, e tendo como hipótese a distância de 5m entre paredes, a frequência de ressonância é:
172 / 5 = 34.4 Hz.
Esta frequência de 34,4 Hz é considerada o 1º modo de ressonância entre essas duas paredes, originando outros modos de ressonância (harmónicas). Esses modos são calculados somando mais 34,4 Hz. Sendo neste exemplo, o 2º modo 64.8 Hz, o 3º modo 103,2 Hz…O modo mais predominante é 1º modo. Os outros modos são menos intensos e vão gradualmente perdendo intensidade relativamente ao modo anterior.
Veja-se imagem com exemplo das reflexões axiais.

As salas mais problemáticas, são aquelas que apresentam medidas iguais ou múltiplas. Por exemplo, uma sala com 5m x 5m x 2,5m (compr./larg./alt.) faz coincidir o 2º modo de 68,8 Hz do comprimento e da largura (5m) com o 1º modo da altura (2.5m) que é também 68,8 Hz. Em salas com este tipo de dimensões o problema é maior, por acumular-se em demasia nas mesmas frequências, podendo originar um grave excessivo e distorcido.
Aconselha-se que antes de se utilizar o PARC se reduza o mais possível os problemas de ressonância existentes.
O Parc deve ser utilizado para optimizar sistemas de som cuja performance seja já aceitável, e não para resolver problemas graves de incompatibilidade das colunas de som com a sala, ou posicionamentos desadequados das mesmas.
Quanto menos equalização electrónica melhor. No entanto, deve-se ter cuidado em não amortecer excessivamente a sala com demasiados painéis acústicos, pois para além de ser dispendioso pode conduzir a um som “pobre”. O excessivo amortecimento, permite atenuar os problemas de ressonância das frequências mais graves, mas pode levar a um tempo de reverberação (eco) demasiado baixo, o que na gama média/alta da gama de frequências, poderá resultar em perda de resolução.
Normalmente, para eliminar de forma eficiente as ressonâncias em excesso na gama mais baixa de frequência (entre os 20Hz e os 350Hz) sem prejudicar o resto da gama de frequências, é necessário a utilização de elementos de tratamento acústico de grandes dimensões (bass traps entre outros), ou em alternativa remodelar o espaço através de paredes e tectos falsos sintonizados para absorver estas frequências indesejáveis. Esta última opção, implica um projecto rigoroso de engenharia acústica, o que acarreta um custo elevado para além de obras significativas na sala.
O Parc permite apenas ajustes de atenuação
entre os 16Hz e os 350Hz. O Parc não
tem ganho.
É possível ajustar três
bandas por canal. Estes três ajustes
foram pensados para compensar as três
reflexões axiais (parede esquerda/direita,
frente/trás e tecto/chão) na
maioria das salas rectangulares, no entanto
estes ajustes podem ser utilizados de diversas
maneiras para melhor resolver outros problemas
existentes na sala.
Cada banda permite 3 tipos de ajuste: frequência, largura de banda e atenuação:
A frequência em Hz é o centro da frequência que deve ser atenuada.
A atenuação em dB é possível até 18 dB. O valor de atenuação aparece no mostrador do Parc em números positivos e vai dos 0 aos 18 dB. No caso de 0 dB, não há atenuação.
A largura de banda é expressa em Q factor, e permite uma escala de 1 a 10.
Quanto maior o Q factor mais estreita é a banda da frequência. O valor de ajuste do Q factor é calculado dividindo a frequência central pelo intervalo da frequência a -3 dB do pico da frequência central. Veja-se o gráfico abaixo:

Neste exemplo, uma frequência central de 40 Hz, com uma largura de banda de 10 Hz (calculada a -3 dB do pico de frequência), deverá ter um Q factor de 4:
40 Hz / 10 Hz = 4 (Q factor)
O Q factor varia consoante o tipo de paredes, chão e tecto. Normalmente superfícies rígidas, como o cimento, a pedra requerem um Q factor mais elevado, enquanto que superfícies menos rígidas como a madeira pedem um Q factor baixo.
Quando o PARC estiver instalado e ajustado a resposta das frequências graves (entre os 16 Hz e os 350 Hz) será bastante mais linear. O resultado audível é, um grave mais definido e menos ressonante, assim como um aumento de resolução na gama média e alta de frequências.
Veja-se o gráfico seguinte, onde foram feitas três correções que permitiram resolver o problema excessivo nos 35 Hz e melhorar de forma ligeira a resposta nos 81Hz e 263 Hz. O resultado (linha mais escura) é uma curva de resposta muito mais linear.

A Audio Team tem o equipamento e o know-How necessário para instalar e calibrar o PARC, de forma a poder explorar mais o potencial do seu sistema, e assim ouvir com mais fidelidade a música que está nos seus discos.
No caso de qualquer dúvida ou esclarecimento adicional, contacte a Audio Team.
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Especificações |
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Temperatura de funcionamento |
18º a 66º graus Celsius |
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Dimensões |
432mm(largura) x 11mm(altura) x 32mm(profundidade) |
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Voltagem |
100, 120, 220, 240 ajustável |
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Consumo |
50 W |
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Cabo de alimentação |
Destacável, standard IEC |
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Entradas |
RCA and XLR, impedancia de entrada >10k ohms |
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Saídas |
RCA and XLR, impedancia de saída <100 ohms |
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No. de canais |
2 canais (direito e esquerdo) |
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No. de bandas por canal |
3 bandas por canal |
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Ajustes possíveis |
As especificações podem ser alteradas sem aviso prévio |
| Rives Audio PARC | 3.600.00 € |